domingo, 29 de março de 2009

Alexandre Herculano

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em 1810 (Lisboa) e morreu em 1877 (Santarém). Foi um escritor da era do Romantismo, poeta, jornalista e historiador. A sua juventude foi marcada pelas invasões francesas, pelas ideias liberais e pelo domínio inglês em Portugal. Frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry até aos 15 anos, onde recebe uma formação essencialmente clássica, contudo aberta às novas ideias científicas. Adquiriu uma formação sólida que foi decisiva para a sua obra literária. Participa na revolta contra os miguelistas em 1831, que o leva a exilar-se após o fracasso da revolta militar. Mais tarde volta a fazer parte de uma outra revolta decisiva para derrubar o governo absolutista de D. Miguel. É nomeado bibliotecário na Biblioteca do Porto. Foi convidado a redigir a Revista Panorama, de Lisboa. Em 1842 publica Eurico o Presbítero. A publicação de História de Portugal, publicado em 1846, uma obra historiográfica científica em Portugal, dá-lhe grande prestígio. Recusou convites para fazer parte do governo, pois era adepto da Carta Constitucional de 1826. Alexandre Herculano recusou também condecorações e honras pela sua obra literária e científica. Retira-se da escrita e abandona o cargo de Presidente da Câmara de Belém para se refugiar na sua quinta em Santarém, onde acaba por morrer. Foi responsável pela introdução e desenvolvimento da narrativa em Portugal, juntamente com Almeida Garrett. Considerados os introdutores do romantismo no país.

Bernardim Ribeiro

Bernardim Ribeiro foi um escritor português renascentista. Não se sabe ao certo a sua data de nascimento nem do seu falecimento, apenas que nasceu em Torrão. Presume-se que frequentou a universidade entre 1507 e 1512. Frequentou a Corte de Lisboa. Foi nomeado escrivão da Câmara de D. João III. Alguns dos seus poemas foram incluídos no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, publicado em 1516. É o autor da famosa novela Menina e Moça publicado em 1554.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Análise de um discurso de Durão Barroso

"As questões ambientais e climáticas, factores de paz e desenvolvimento no século XXI".
A questão lançada por Durão Barroso, neste discurso, é o problema ambiental e climático e os factores de desenvolvimento. Ao longo do discurso, o Presidente da Comissão Europeia, acentua as suas ideias, apresentando as consequências positivas e as consequências negativas das questões expostas, seguindo as características de um discurso escrito. Este discurso apresenta uma estrutura antitética.
O discurso de Durão Barroso está bem formulado, pois consegue cativar e convencer o auditório com os seus argumentos sobre os problemas climáticos, ambientais e os factores de desenvolvimento que afectam todo o Mundo, principalmente os países mais subdesenvolvidos. A sua tese baseia-se em criar medidas sustentáveis para encarar o problema e ao mesmo tempo levar o desenvolvimento a regiões menos desenvolvidas, levando-as a entrar no mercado mundial e a combater as mudanças climáticas globalmente.

Profecias de Bandarra

António Gonçalves Annes Bandarra (1550 – 1556), mais conhecido por Bandarra, foi um profeta popular, natural de Trancoso. Foi sapateiro de profissão e dedicou-se à divulgação em verso de profecias de cariz messiânico. Foi acusado pela Inquisição de judaísmo e as suas trovas foram incluídas no Catálogo de Livros Proibidos. Bandarra foi inquirido pelo tribunal da Inquisição, tendo sido ilibado. Contudo, foi obrigado a participar na procissão do auto-de-fé em 1541 e a nunca mais interpretar a Bíblia ou escrever sobre assuntos de Teologia.
A sua obra Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra foram editadas por D. João de Castro, interpretada como uma profecia ao regresso do Rei D. Sebastião após o seu desaparecimento na batalha de Alcácer-Quibir. Em 1815 é editada uma nova edição: Trovas Inéditas do Bandarra. Em 1822-1823 sai mais uma edição Verdade e Complemento das Profecias. As Trovas de Bandarra influenciaram o pensamento sebastianista de Padre António Vieira e de Fernando Pessoa. Os pontos proféticos de Bandarra são três: o Quinto Império, a ida e regresso de D. Sebastião e os destinos de Portugal.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Públicidade de Fernando Pessoa

Em 1928, Fernando Pessoa foi convidado a criar um slogan para a Coca-Cola, que acabava de entrar no mercado português. O seu slogan é bastante célebre:

“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O primo Roberto

Tinhamos acabado de janta lá em casa, quando tocaram à campainha. O meu pai é que abriu a porta e ficámos espantados, por ver o meu primo Roberto, sozinho lá em casa.
- O que é que estás aqui a fazer sozinho? – perguntou o meu pai.
- Não quero ir para casa, deixa-me ficar aqui com vocês, por favor. A minha mãe não me liga nenhuma e o namorado dela quer que eu trabalhe para ele. Parece que sou um escravo naquela casa, e tudo de mau que lá acontece põem sempre as culpas para mim.
- Eu quando vi esse homem, pela primeira vez, logo vi que ele não era boa rés. – disse eu. Sim, o novo namorado da minha tia não era boa pessoa, as fofocas já tinham chegado aos ouvidos da minha mãe. Via-se na cara do meu primo que estava desiludido e triste. Depois, de uns minutos para ele se acalmar, finalmente, respondeu à pergunta que todos fazíamos: O que se tinha passado?
- Eu hoje cheguei atrasado a casa e a minha mãe tinha-me pedido que fosse buscar umas roupas do namorado dela à costureira, mas eu esqueci-me e não as fui buscar. Quando cheguei a casa e não levava o que me tinham pedido, o namorado dela começou aos gritos e depois começou a bater-me. Ele não me bateu muito, porque eu consegui fugir. Depois de andar um bocado na rua, lembrei-me de vir aqui ter com vocês.
Fiquei feliz ao ver que o meu primo tivesse pedido ajuda, em vez de aguentar tudo sozinho. Entretanto, o meu pai decidiu ir a casa da minha tia para falar com ela sobre o que se passara. Quando voltou, trazia boas noticias. Tinham combinado que o Roberto ia passar uns tempos lá em casa, mas não era só isso, a minha tia disse ao meu pai que estava a ponderar, que o meu primo fosse viver com o meu tio, que está a trabalhar na Alemanha.
- Ir ter com o meu pai?! Isso é fantástico! – o meu primo gostou da ideia. E não queria perder esta oportunidade por nada.
- Eu vou contigo primo. Mãe, a terra dos chocolates espera por mim! – disse o meu irmão, já com ar de sonhador.
- És mesmo parvo! Os chocolates não são na Alemanha, mas sim na Suíça. – respondi eu ao meu irmão. Todos na sala se riram e assim passámos o resto da noite com o meu primo a rir dos disparates do meu irmão.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Os sonhos dos jovens

Desde sempre, que os jovens sonham com a sua liberdade e a sua independência. Os sonhos são importantes para o crescimento dos jovens, mas é preciso saber distinguir os sonhos da realidade, para que mais tarde, não se arrependam das escolhas que fizeram.
Não é só sonhar que se vai ter uma carreira brilhante ou que se vai ter uma grande casa. É preciso esforço e dedicação para que os sonhos se possam concretizar.
À medida, que os jovens crescem, vão tomando consciência da realidade. Estes ganham maturidade e percebem que os sonhos por vezes são simples fantasias, que não os levam a lado nenhum.